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Alimentação antroposófica: comer também é uma questão de filosofia

A antroposofia reúne corpo e mente em um método de ver a comida como cura para doenças

Flávia Pegorin |

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Os alimentos não são bons apenas para comer, mas também para se pensar, disse certa vez o antropólogo Claude Lévi-Strauss. Não se sabe se o belga era adepto da alimentação antroposófica, mas raciocinando assim, ele certamente apreciaria entrar nesse tipo de dieta. Unida à medicina, a alimentação seguida pela antroposofia pretende, acima de tudo, juntar corpo e mente em um único caminho ¿ prevenindo doenças além de satisfazer o corpo com nutrientes. Mas o que compõe, exatamente, o método antroposófico de comer?

 

A base dessa alimentação é voltada para os alimentos orgânicos ¿ cultivados sem o uso de adubos químicos ou pesticidas ¿ e biodinâmicos, ou seja, plantados segundo os princípios agrícolas desenvolvidos pelo criador da antroposofia, o austríaco Rudolf Steiner, a partir de 1912. Nessa dieta são permitidas, por exemplo, as carnes vermelha e branca, desde que os animais tenham sido criados em liberdade e não tenham recebido hormônios ou ração manufaturada.

 

Moderação e variedade, aliás, são palavras de ordem para a antroposofia. Comer carne, conforme dito, é possível, mas é importante usufruir em pequenas quantidades e somente por poucos dias na semana. As fontes de proteínas e minerais são os grupos dos laticínios, das hortaliças, das leguminosas, dos grãos e os ovos (este último, apenas duas vezes por semana, no máximo).

 

Na antroposofia, é vital que o açúcar seja substituído pelo mel ou melado e, com relação aos doces, deve-se preferir as frutas frescas ou secas. O uso da estévia, um adoçante extraído de plantas, também é liberado, porque estudos indicaram que ela favoreceria a circulação sanguínea ¿ prevenindo, assim, contra a pressão alta e a aterosclerose.

 

Quatro tipos, quatro dietas

 

A medicina antroposófica classifica os seres humanos em quatro grupos, com base no comportamento ¿ melancólicos, fleumáticos, sanguíneos e coléricos. Assim, cada qual tem suas próprias maneiras de se alimentar e cuidar. Nutricionistas especializados na antroposofia é que sabem definir cada pessoa e organizar um bom cardápio ¿ dispondo produtos e porções dependendo do que cada um precisa tratar no organismo.

 

Analisando exames clínicos, histórico de saúde e hábitos do cotidiano, o profissional pode dar a orientação para combinar os alimentos e para prepará-los do modo correto segundo a alimentação antroposófica, diz a nutricionista especializada (e seguidora) da antroposofia, Marília Chaim, de São Paulo. Nesse tipo de alimentação não existem regras exatas, mas tendências. Cada pessoa precisa descobrir suas necessidades físicas e espirituais para se alimentar, completa.

 

Como exemplo, pode-se dizer que os indivíduos do grupo melancólico devem evitar carnes vermelhas, café, chocolate e álcool (desaconselhados para quase todos os grupos, aliás), preferindo uma dieta mais leve e baseada em vegetais. Os fleumáticos, com tendência à obesidade, devem apostar nos líquidos e nos cereais integrais. O grupo sanguíneo, muito hiperativo, precisa se alimentar sempre em ambientes tranquilos e preferir nozes e frutas cítricas nas refeições. Por último, o grupo dos coléricos, tendentes à gastrite, precisa de muitas verduras ¿ e de refeições feitas em pequenos intervalos.


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