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A História do Sabor é para quem gosta de pensar sobre comida

Organizado por Paul Freedman, livro é um luxuoso retrato da cultura gastronômica

Viviane Zandonadi, iG São Paulo |

Reprodução
Na redação de um site que fala sobre comida, para quem gosta de comida, as mesas são naturalmente tomadas por livros sobre o assunto. São tantos que muitas vezes não se dá conta de ler. O leitor que tem interesse por literatura gastronômica tem uma ideia disso a cada visita à livraria. Quase toda semana tem novidade. Nem tudo dá para aproveitar, é verdade, como na visita ao mercado de frutas. Tem de selecionar. Nos últimos dias, entre as dezenas de livros comprados ou recebidos para consulta e avaliação, chamou especial atenção um belo volume vermelho de sobrecapa branca e minimalista. Logo abaixo do título, repousa uma maçã. Mordida.

A História do Sabor (Ed. Senac, 95 reais, 300 páginas) não é um livro de receitas nem é uma obra que discute a comida tomando partido em alguma corrente. Nada de contrapor técnicas modernas e conservadoras. O que A História do Sabor oferece é um mergulho na trajetória da culinária, desde a pré-história. Simples.

Trata-se de um livro ricamente ilustrado, com peças como a que está lá em cima, do lado direito da página. Destacamos um detalhe da pintura A Refeição da Tarde (1739), do artista francês François Boucher (1703-1770). No livro, ela ocupa uma página inteira e é utilizada para mostrar como as bebidas quentes foram incorporadas aos costumes culinários europeus no século XVIII. Seria um típico lanchinho da tarde daquela época. "Na sociedade refinada do século XVIII, o consumo do café, chá ou chocolate era dominado pelas mulheres", explica o texto. 

São dez capítulos, dez autores - todos com extensa experiência acadêmica. São pesquisadores de história e alimentação. O capitão do time de escritores é Paul Freedman, responsável pela organização da obra. Ele já foi diretor do departamento de história da Universidade de Yale e em sua biografia é descrito como pesquisador de sabores e experiências gastronômicas.  

A linguagem é simples e fácil de absorver. E o livro é lindo, também, para quem quiser apenas ver. Bom programa para as férias de um fã de comida.

A História do Sabor
Ed. Senac, 95 reais, 300 páginas

 

 

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